A lagarta dos cafezais se controla achando ela cedo e agindo enquanto está pequena. Ande no talhão depois de chuva, procure folha comida na ponta do ramo e bolinha escura de fezes no chão embaixo do pé. Se achar lagarta miúda, o controle é barato e resolve rápido. Se ela já engrossou, o estrago está feito e o produto responde bem menos.
Ela costuma aparecer no período de chuva e calor, mais ou menos de dezembro a março, e gosta de comer à noite. Por isso muito produtor só percebe quando o pé já está com cara de raleado.
Como saber se tem lagarta dos cafezais na sua lavoura?
Você descobre olhando a folha e olhando o chão. A lagarta come a folha pelas bordas e vai deixando um recorte, quase como se alguém tivesse cortado com tesoura. Nos ataques fortes ela come tudo e deixa só a nervura, aquele esqueletinho da folha.
O segundo sinal é embaixo do pé. Onde tem lagarta comendo tem fezes, umas bolinhas escuras que caem na saia e ficam visíveis na terra limpa. Muita gente acha isso antes de achar a lagarta, porque ela se esconde bem.
Vale caminhar no talhão de manhã cedo ou no fim da tarde, olhando a parte de cima da planta e a face de baixo da folha. Não precisa de nada sofisticado, só de vontade de entrar no meio da lavoura e olhar de perto.
- Folha comida pela borda, com recorte irregular
- Folha só com a nervura, nos casos mais pesados
- Bolinhas escuras de fezes no chão embaixo do pé
- Lagarta grande, peluda e de aspecto meio assustador, parada no ramo durante o dia
- Ataque começando em reboleira, num pedaço do talhão, e não na lavoura toda
Qual o estrago que ela faz no cafezal?
O estrago é perda de folha, e folha é a fábrica da planta. É ali que o café produz o alimento que enche o grão e monta o ramo do ano que vem. Quando a lagarta desfolha o pé, a planta fica sem motor bem na hora em que precisa de força.
Se o ataque pega a lavoura na granação, o grão fica menor e o rendimento na tulha cai. Se pega mais pra frente, o prejuízo aparece na safra seguinte, porque o ramo não vinga do jeito que deveria. Esse é o tipo de perda que o produtor sente e não sabe explicar de onde veio.
Agora, seja honesto na conta: uma lagarta aqui e outra ali não derruba lavoura. O problema é o foco que cresce sem ninguém ver. Uma reboleira mal cuidada em janeiro vira meio talhão raleado em fevereiro.
Qual a melhor hora de controlar a lagarta dos cafezais?
A melhor hora é quando ela ainda está pequena. Lagarta miúda come pouco, anda pouco e morre fácil. Lagarta grande já comeu o que tinha que comer, tem o corpo mais resistente e faz o produto parecer que não funcionou.
Por isso a decisão não é no calendário, é no olho. Na época de chuva, aumente a frequência da caminhada no talhão. Uma vez por semana num ano de calor e chuva forte já muda muito o jogo, principalmente nos pedaços da fazenda que sempre dão problema.
E tem um detalhe do relevo daqui: em lavoura de montanha, o pessoal olha mais a beira do carreador e esquece o meio do talhão e a parte alta, que é justamente onde o foco costuma se instalar sossegado.
Como controlar sem gastar à toa?
Primeiro, decida se precisa mesmo aplicar. Se você achou lagarta em pontos isolados, dá pra tratar só a reboleira e economizar a lavoura inteira. Aplicação de talhão fechado por causa de três pés atacados é dinheiro jogado fora.
Quando o ataque justifica, o controle biológico com produto à base de Bacillus thuringiensis é uma ótima carta, desde que a lagarta esteja pequena. Ele é seletivo, não bagunça os inimigos naturais e cabe bem em lavoura que já trabalha com manejo mais equilibrado. Em ataque forte e lagarta grande, aí entra o inseticida, sempre com produto registrado pra cultura e respeitando a carência.
O que mais faz produto falhar não é o produto: é a aplicação. Calda que não chega na folha de baixo não mata nada. Aplique em hora de vento fraco, com o pulverizador calibrado e volume de calda que molhe a planta de verdade, não só a parte de fora da saia.
E rode o modo de ação. Aplicar sempre o mesmo grupo químico, ano após ano, é o caminho mais curto pra a lagarta parar de morrer e você achar que o problema é a marca do produto.
- Trate a reboleira antes de tratar o talhão inteiro
- Biológico com lagarta pequena, químico quando o ataque aperta
- Pulverizador calibrado e calda chegando na folha de baixo
- Aplicação no vento fraco, começo da manhã ou fim de tarde
- Alterne o modo de ação entre as aplicações do ano
O que fazer depois do ataque pra lavoura se recuperar?
Depois que a lagarta foi controlada, a planta precisa repor folha, e pra isso ela precisa de comida. Lavoura desfolhada com nutrição em dia se refaz num tempo bem melhor do que lavoura desfolhada e mal adubada.
Vale conferir se a adubação de cobertura está no ponto, olhar como está a análise de solo do talhão e reforçar onde a planta pede. Um pé que rebrota bem em fevereiro chega na florada em condição de segurar chumbinho.
Anote também onde foi o ataque. A lagarta costuma repetir os mesmos cantos da fazenda, aquele talhão mais fechado, mais úmido, de vegetação em volta. Guardando isso no caderno, no ano que vem você já sabe por onde começar a olhar.
Como a DiferenciAgro entra nessa história?
A gente faz acompanhamento técnico na lavoura pra o produtor colher mais. Isso é andar no talhão junto com você, ver o que está atacando, dizer o que precisa e o que não precisa, e ajudar a montar o manejo do ano inteiro.
Os insumos você compra com a gente, e a orientação técnica vem junto, sem cobrar consultoria à parte. É o jeito que a gente encontrou de o produtor ter alguém do lado dele na hora de decidir, e não só alguém tentando vender caixa.
Se você está com folha comida na lavoura e não tem certeza do que fazer, chama no WhatsApp. Melhor tirar a dúvida hoje do que descobrir o tamanho do estrago na hora da colheita.
Perguntas frequentes
Em que época a lagarta dos cafezais mais aparece?
Ela é mais comum no período quente e chuvoso, geralmente de dezembro a março no Sul de Minas. Nessa fase vale aumentar a frequência das caminhadas no talhão, principalmente depois de uma sequência de chuva com calor.
Lagarta dos cafezais mata o pé de café?
Matar o pé é raro. O que ela faz é tirar folha, e folha a menos significa grão menor na safra atual e ramo mais fraco na safra seguinte. O prejuízo é de produtividade, não de morte de planta, mas ele se acumula quando o ataque repete todo ano.
Dá pra controlar com produto biológico?
Dá, e funciona bem quando a lagarta ainda está pequena. Produtos à base de Bacillus thuringiensis são seletivos e preservam os inimigos naturais. Com lagarta já grande, o biológico perde eficiência e o controle químico costuma ser necessário.
Apliquei e a lagarta continua. O que pode ter acontecido?
Na maioria das vezes é falha de aplicação: calda que não chegou na folha de baixo, pulverizador desregulado, vento demais na hora ou lagarta já grande. Antes de trocar de produto, revise a calibragem e o momento da aplicação.
Quanto custa o acompanhamento da DiferenciAgro?
O acompanhamento técnico não tem custo. A gente vai na lavoura, avalia e orienta sem cobrar pela consultoria. O que você paga são os insumos que decidir comprar com a gente, e a orientação vem junto no pacote.
Quer alguém olhando a sua lavoura junto com você?
A DiferenciAgro acompanha o cafezal de perto pra você produzir mais por pé, com orientação técnica sem custo e os insumos certos pra cada momento da lavoura. Chama no WhatsApp (35) 99950-4887 e conte como está o seu talhão.
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