A melhor hora de vender o café não é uma data no calendário, é o preço que paga suas contas e ainda deixa um bom troco no bolso. Não existe fórmula que acerte o topo do mercado. Quem tenta adivinhar o dia certo de vender quase sempre erra. O caminho mais seguro é vender aos poucos, uma parte de cada vez, conforme o preço vai melhorando e conforme suas contas vão vencendo. Assim você tira a decisão do medo e coloca ela na conta, que é o lugar certo dela.
Aqui a gente conversa sobre como pensar essa venda com a cabeça no lugar, do jeito do produtor de café de montanha do Sul de Minas, sem enrolação e sem termo difícil.
Devo segurar o café esperando o preço subir mais?
Depende de uma coisa só: se você consegue esperar sem aperto. Segurar café é uma aposta. Se suas contas estão em dia e você não precisa desse dinheiro agora, dá pra segurar uma parte tranquilo e ver o mercado andar.
Agora, se tem conta vencendo, custeio pra pagar, banco batendo na porta, segurar café por teimosia é perigoso. O preço pode subir, sim. Mas ele também pode cair, e aí ninguém devolve o prejuízo pra você. Nunca aposte a saca que você já precisa pra fechar o mês.
Como funciona vender o café aos poucos?
Vender aos poucos é simples: em vez de despejar toda a sua produção de uma vez, você divide em partes e vai vendendo aos pedaços ao longo do ano. Uma leva agora, outra daqui a uns meses, outra lá na frente.
Esse jeito de vender tem um nome bonito no mercado, venda parcelada, mas na prática é o bom senso de sempre. Você não coloca todos os ovos na mesma cesta. Veja um caminho que funciona bem por aqui:
- Separe já uma parte pra vender na colheita, aquela que paga a colheita e o custeio do ano
- Guarde outra parte pra soltar quando o preço der uma boa melhorada
- Anote quanto custou pra você produzir cada saca, esse número é o seu piso
- Não fique esperando o topo, espere um preço que já te dá lucro de verdade
- Procure vender em pelo menos duas ou três levas, nunca tudo no mesmo dia
E se eu vender e o preço subir logo depois?
Esse é o medo que mais atrapalha o cafeicultor, e vender aos poucos existe justamente pra te proteger dele. Pensa comigo: se você vende tudo e o preço cai, você comemora. Se vende tudo e o preço sobe, você se corrói de raiva por semanas.
Vendendo aos poucos, você nunca vende tudo no pior dia, e nunca fica de fora inteiro numa alta. Você fica com um preço médio, e o preço médio é o que dá paz. Ninguém bate palma pra quem acertou o topo, porque acertar o topo é sorte, não é estratégia. O que enche o bolso no fim do ano é a venda pensada, feita com calma.
Como saber se o preço de hoje já paga bem a saca?
Pra saber isso, você precisa conhecer o seu custo por saca. Some tudo que você gastou na lavoura no ano (adubo, defensivo, mão de obra, colheita, secagem, o que for) e divide pela quantidade de sacas que colheu. Pronto, esse é o valor que cada saca custou pra sair da sua roça.
Se o preço de hoje cobre esse custo e ainda sobra um bom dinheiro em cima, já é um preço que vale a pena vender. Muito produtor vende no escuro, sem saber se está lucrando ou só empatando. Quando você sabe o seu custo, o medo vai embora e o chute também. A decisão vira conta, e conta não engana.
Vale a pena guardar o café no armazém esperando a entressafra?
Às vezes vale, mas cuidado, guardar café tem custo escondido. O armazém cobra pra guardar, o seu dinheiro fica parado dentro do saco, e ainda tem o risco de o café perder qualidade se não estiver bem seco e bem armazenado.
O nosso café de montanha, colhido no ponto e bem seco, aguenta bem uma boa espera. Mas guardar por esperança, achando que vem um milagre no preço, é arriscado. Guarde com estratégia e com a saca protegida, não com aposta cega. E lembre: enquanto o café dorme no armazém, ele não paga suas contas.
Perguntas frequentes
Existe um mês certo pra vender o café no Sul de Minas?
Não existe mês mágico igual pra todo mundo. O melhor momento muda com o mercado e, principalmente, com as suas contas e o seu custo de produção. Por isso o mais seguro é vender aos poucos ao longo do ano, e não apostar tudo numa data só.
Vender aos poucos dá menos dinheiro do que vender tudo de uma vez?
Não. Vender aos poucos protege o seu preço médio e te livra de vender tudo no pior dia do ano. Você abre mão de acertar o topo (que é sorte) em troca de uma venda mais segura e sem sofrimento. No fim, quem vende parcelado costuma dormir muito melhor.
Como eu descubro o meu custo por saca?
Some tudo que você gastou na lavoura durante o ano, do adubo até a secagem, e divide pelo número de sacas colhidas. O resultado é quanto cada saca custou pra você. Esse número é o seu piso: abaixo dele, você está entregando café no prejuízo.
Quanto custa a consultoria da DiferenciAgro?
A consultoria e o acompanhamento são sem custo. A gente vive da venda do insumo, e a orientação vai junto, de graça. Você pode conversar com a gente sobre o momento da sua lavoura e o que ela precisa pra render mais, sem pagar nada por isso.
Preciso entender de bolsa ou mercado futuro pra vender bem?
Não precisa. Você não precisa virar operador de bolsa pra vender o seu café direito. Basta saber o seu custo por saca, vender aos poucos e não decidir no calor do medo. O resto é acompanhar o preço de tempos em tempos, com calma.
Quer ter mais café e de melhor qualidade pra vender?
A DiferenciAgro não compra nem vende o seu café e não decide a sua venda. O que a gente faz é acompanhar a sua lavoura de perto pra ela produzir mais e com mais qualidade, sem cobrar pela consultoria. Safra cheia e café bom te dão mais margem de manobra na hora de negociar. Chama no WhatsApp (35) 99950-4887.
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